FIART 2026 se consolida como grande vitrine do artesanato potiguar e espaço de formação.

Foto: Raiane Miranda
Na 31ª edição, Feira reúne todas as regiões do estado, impulsiona negócios e valoriza o trabalho de quem vive da cultura
“Este é o segundo ano que a gente participa e a experiência está sendo ainda mais positiva. Muita gente se surpreende quando descobre que a marca é daqui. Diz: ‘eu não conhecia’. A FIART faz diferença para quem vive do artesanato.” A afirmação é da artesã potiguar Wilza Silva, da Caju Maria Atelier, e traduz o clima que toma conta dos corredores do Centro de Convenções de Natal durante a 31ª Feira Internacional de Artesanato (FIART), que reúne cerca de 1.300 artesãs e artesãos de todo o Brasil em 280 estandes.
Na abertura oficial do evento, a governadora Fátima Bezerra destacou o papel estruturante da FIART, que articula cultura, trabalho e desenvolvimento. “O artesanato é identidade, é economia e é dignidade. Cada peça aqui carrega o saber de um povo e garante o sustento de milhares de famílias. Nosso governo tem o compromisso de fortalecer esse setor porque ele gera renda, preserva a cultura e promove inclusão social”, afirmou.
“Este evento se tornou emblemático. Não é uma feira qualquer. É um ponto de encontro e um catalisador da nossa cultura, do talento e da economia criativa, a partir do trabalho dos nossos artesãos. A cada ano ela se reinventa e se fortalece, valorizando a ancestralidade, a negritude, a madeira, os fios, os tecidos, o bordado e, este ano, com a novidade do Salão das Miniaturas”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.
O crescimento da feira acompanha a expansão do próprio setor no RN. De acordo com dados do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), o Rio Grande do Norte saiu de cerca de 6,5 mil artesãos em 2019 para mais de 12,5 mil em 2022. O número de profissionais cadastrados no sistema federal saltou de pouco mais de 2 mil para mais de 11 mil, resultado das políticas de formalização, capacitação e apoio à comercialização desenvolvidas em parceria entre o Governo do Estado, prefeituras e Governo Federal. Nacionalmente, o artesanato integra a cadeia da economia criativa, que movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano e representa cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Fátima também relembrou sua atuação na regulamentação da profissão de artesão, quando, como senadora e vice-presidenta da Frente Parlamentar em Defesa do Artesão, foi uma das articuladoras da Lei nº 13.180/2015. “Essa lei reconheceu oficialmente o artesão como trabalhador, assegurando direitos, acesso a políticas públicas, crédito e proteção social. Ver hoje uma feira dessa dimensão, com tanta diversidade e qualidade, é a prova de que o investimento público transforma vidas”, completou.
Para a secretária de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas), Iris Oliveira, a FIART se afirma como a principal vitrine do artesanato potiguar e como espaço de qualificação profissional. “É, sem dúvida, a grande vitrine do artesanato do Rio Grande do Norte. Aqui estão representadas todas as regiões do estado e, além da comercialização, é também um espaço de aprendizado e qualificação. A partir desta semana, teremos um seminário voltado exatamente para discutir com os artesãos temas como comercialização e aprimoramento do produto”, destacou.
Segundo a secretária, o impacto da feira vai além dos dias de exposição. “Muitos artesãos não apenas vendem, mas fecham encomendas que garantem trabalho ao longo de todo o ano. A FIART é um ambiente de negócios, de fortalecimento da economia criativa e de valorização de quem produz com as próprias mãos aquilo que expressa a identidade do nosso povo”, afirmou.
